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Bofe Azedo

Xiru Missioneiro

Se amanheço mal dormido reinando de bofe azedo
Viro o mate quebro a cuia saio coiceando o cusquedo
Acordo quem tá dormindo c'os grito da guaipecada
Faço um tendel na mangueira dando pau na matungada

Ao entrar na mangueira uma zebua me atropela
Espatifo um toco de trama batendo nos corno dela
É vaca, cavalo e homem disputando o mesmo espaço
Até minha sombra se esconde de medo de entrar pro laço

Meto o buçal num sebruno que dos maula é o pior
Cheguêmo lá no palanque nós dois lavado de suor
Destratuchamo de podre carne de corvo no inverno
Golpe, gripe e manotaço a mangueira vira um inferno

Saímo eu e o sebruno achatando o macegal
Quem olha pensa que eu pertenço ao mundo animal
Depois voltêmo pra estância os dois com cara de mau
Eu amolentado a golpe ele encaroçado a pau

Apeio diante ao galpão sacolesca dou-lhe um banho
E pra que nunca me esqueça passo salmoura nos lanho
Deixo no mas a lição pra evitar algum enredo
Nem chegue perto de mim quando estou de bofe azedo

(Deixo no mas a lição pra evitar algum enredo
Nem chegue perto de mim quando estou de bofe azedo)


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