Mano a Mano

Carlos Alberto

Naufragado na tristeza Hoje vejo em desatino Que tu foste em meu destino Uma mulher e nada mais Com exótica beleza Trouxe calor ao meu ninho E me deste o teu carinho Num amor doido, incontido Que jamais tenha sentido Que não sentirás jamais Foi num tempo sem grandeza Quando tu pobre e modesta Arrastava a pobreza Na existência sem prazer Hoje és toda uma bacana Tua vida canta em festa Com a força dos otários Hoje brincas a vontade Como gato sem piedade Faz o rato padecer Hoje tens os olhos cheios De promessas enganosas Das amigas mentirosas Dos Merchants da ambição Tens o samba misturado Com as farras do pecado Que o avant de uma grandeza Que faz pena e da tristeza Todo mundo enraizado No teu pobre coração Nada devo agradecer-te Somos quites novamente Não importa o que fizeste Nem o que achou ou que perdeu Os favores recebidos Já paguei os usurários E se resta alguma conta Que esqueceu minha alma tonta Põe na conta deste otário Que escolheste, agora é teu Peço a Deus que teus triunfos Vãos triunfos passageiros Sejam ases, sejam trunfos E o que mais te convier Que o chefão que te sustenta Tenha mundo de cruzeiros Que te envolva num ambiente De galantes e lisonjeiros E que os homens digam sempre É uma boa mulher E amanhã quando a mudança Te deixar velha alquebrada Morta a última esperança No teu pobre coração Se te faltar um auxílio Lembra o nosso amor antigo Pode chamar esse amigo para que volte do exílio Pra ajudar-te consolar-te Ao chegar a ocasião

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